Familiares de Dona Neusa preparam manifestação para pedir justiça pela morte da servidora pública

Familiares de Dona Neusa preparam manifestação para pedir justiça pela morte da servidora pública

Filhos, familiares, amigos e colegas de escola  da servidora pública Ivaneusa Ribeiro do Nascimento, de 51 anos, que morreu vítima de atropelamento na Avenida Alceu Veronese, em Redenção, no sul do Pará, estão organizando uma manifestação para cobrar justiça e a responsabilização criminal dos envolvidos no caso.

O ato público deve reunir a comunidade e reforçar o clamor por respostas diante de um crime que abalou profundamente a população local.

Desde o acidente, ocorrido no último dia 10 de março, ainda são poucas as informações concretas sobre o paradeiro e a real responsabilidade dos três ocupantes do veículo apontado como causador da tragédia.

Segundo relatos, o carro trafegava em alta velocidade pela avenida quando atingiu de forma violenta Ivaneusa, que seguia de bicicleta a caminho do trabalho na Escola Municipal Maria Conceição Corrêa, onde atuava como servente.

De acordo com informações apuradas pela reportagem, os três ocupantes do veículo já foram ouvidos na Delegacia de Polícia Civil. No entanto, nenhum deles foi preso, uma vez que se apresentaram espontaneamente, acompanhados por advogados, após o período de flagrante.

Os depoimentos colhidos pela polícia apresentam contradições. Ao ser ouvido pelo delegado responsável pelo inquérito, Carlos César, o suspeito Gildonzinho Pimentel, filho do proprietário do veículo — um Fiat Argo prata, placa RNL-3137 — afirmou que quem dirigia no momento do acidente era um amigo identificado como Gilson.

Por sua vez, Gilson declarou que Gildonzinho era quem estava ao volante. Já o terceiro ocupante, conhecido como Ronaldo, que seguia no banco traseiro, não confirmou quem conduzia o carro no momento do atropelamento.

Ainda segundo relatos de familiares da vítima, em depoimento, Ronaldo afirmou ter percebido o atropelamento e chegou a pedir que o motorista parasse o veículo. No entanto, o condutor teria ignorado o apelo e fugido do local sem prestar socorro à vítima, agravando ainda mais a gravidade do crime.

Diante da ausência de prisões e das versões conflitantes, cresce a revolta entre familiares e amigos, que temem que o caso fique impune. Para eles, não se trata apenas de um acidente, mas de um crime que precisa ser tratado com rigor pela Justiça.

“Não queremos que a morte da nossa mãe seja apenas mais um caso esquecido. Foi um homicídio. Esses irresponsáveis tiraram uma vida e precisam pagar por isso. Queremos justiça, queremos que os culpados sejam identificados, presos e condenados”, declarou, emocionada, uma das filhas de Ivaneusa.

A manifestação, prevista para a próxima semana em frente à sede da Superintendência Regional de Polícia Civil do Araguaia Paraense, deve reunir um grande número de pessoas. O objetivo é pressionar as autoridades para que o caso avance, que as investigações sejam concluídas com transparência e que a Justiça seja efetivamente feita.

O sentimento que une familiares, amigos e a população é de dor, indignação e, sobretudo, de um forte anseio por justiça — para que a morte de Ivaneusa Ribeiro do Nascimento não se torne apenas mais um número nas estatísticas, mas um caso exemplar de responsabilização e respeito à vida. Dinho Santos

Sobre o autor

Dinho Santos

Raimundo Nonato Correa dos Santos, popularmente conhecido por Dinho Santos, é natural da cidade de Belém, é formado em Letras pela Faculdade Vale do Acaraú - UVA, sendo licenciado em Pedagoga, História e Geografia, pós graduado em Gestão, Coordenação e Orientação Escolar. Dinho Santos, é servidor público municipal sendo concursado como professor na Prefeitura Municipal de Redenção. Há mais de 20 anos, milita na imprensa de Redenção. Atuou por muitos anos como correspondente dos jornais: Jornal Opinião de Marabá , Jornal Folha de Carajás , Diário do Pará, Diário de Carajás , Nosso Jornal e diversos sites de notícias da região do sul e do Estado do Pará. Casado com a professora Tânia Alves .